Na abertura do 15.º Congresso Nacional, em Braga, sublinha-se contributo decisivo do setor social para o sistema de saúde e apela-se a respostas integradas para o envelhecimento e os desafios demográficos

O Presidente da República, António José Seguro, destacou esta quinta-feira o papel “estruturante” das Misericórdias na sociedade portuguesa, afirmando que estas constituem uma “espinha dorsal da solidariedade” no país e chegam frequentemente onde o Estado “chega pouco, chega tarde ou não chega”.

Na sessão de abertura do 15.º Congresso Nacional da União das Misericórdias Portuguesas, que decorre até 6 de junho no Fórum Braga, o Chefe de Estado defendeu ainda que o Pacto para a Saúde “precisa vivamente do contributo das Misericórdias”, sublinhando que o país depende da sua ação para responder aos desafios crescentes do setor social e da saúde.

António José Seguro alertou também para a pressão crescente sobre os sistemas de saúde e segurança social, agravada pela escassez de mão de obra, valorizando o contributo dos trabalhadores imigrantes no cuidado à população idosa. Defendeu, por isso, respostas estruturais e de longo prazo para o envelhecimento da população, que garantam melhores condições de vida às pessoas mais velhas e às suas famílias.

Já o presidente da UMP, Manuel de Lemos, alertou para os desafios de um “mundo em acelerada mudança”, defendendo uma estratégia comum para o setor social, mais cooperação com o Estado e a integração da inovação e sustentabilidade nas respostas sociais.

Manuel de Lemos sublinhou ainda a urgência de políticas articuladas para o envelhecimento e a longevidade, denunciando problemas como lares ilegais e a permanência de utentes em hospitais por falta de respostas de retaguarda, situação que classificou como “um drama absoluto”.

O dirigente saudou a proposta de um Pacto para a Saúde, sublinhando que o seu sucesso dependerá do reforço do setor social e das Misericórdias, que considera “atores incontornáveis” das políticas sociais em Portugal.

Sob o tema “A atualidade de uma evolução segura”, o congresso reúne dirigentes, especialistas e decisores políticos para debater o futuro do setor social, num encontro que coincide com os 50 anos da UMP e reforça a reflexão sobre o papel das Misericórdias na coesão social do país.

Foto | UMP

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