Petição nacional pede reforço urgente das equipas, mais camas e reconhecimento da Medicina Paliativa como especialidade autónoma

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) lançou uma petição pública para exigir ao Governo medidas urgentes de reforço dos cuidados paliativos em Portugal. A iniciativa surge num contexto em que, segundo a associação, entre 70 e 85 mil pessoas morrem todos os anos sem acesso a este tipo de acompanhamento especializado.

De acordo com a APCP, mais de 150 mil pessoas vivem anualmente no país com sofrimento associado a doenças graves, progressivas e incuráveis. A associação sublinha ainda que milhares de crianças e jovens com doenças complexas também poderiam beneficiar de cuidados paliativos, mas continuam sem resposta adequada.

A petição, intitulada “Reforçar os Cuidados Paliativos em Portugal é Urgente”, reivindica a expansão das equipas comunitárias e hospitalares em todo o território, o aumento de camas e respostas especializadas para adultos e crianças, bem como melhores condições para fixar profissionais na área.

Entre as principais exigências está também o reconhecimento da Medicina Paliativa como especialidade médica autónoma e o investimento na formação específica dos profissionais de saúde.

A presidente da APCP, Catarina Pazes, considera que falta uma estratégia nacional consistente para o setor. Em comunicado, afirma ser “urgente” um compromisso efetivo do Governo e do Ministério da Saúde, lembrando que Portugal está há mais de um ano sem uma Comissão Nacional de Cuidados Paliativos em funções.

A associação defende que o atual modelo continua sem responder às necessidades reais dos doentes, numa altura em que o país enfrenta o envelhecimento da população, o aumento das doenças crónicas e a pressão crescente sobre os serviços de urgência.

A APCP diz manter disponibilidade para colaborar com as entidades de saúde na definição de soluções que permitam garantir acesso atempado a cuidados paliativos.

A petição pública pode ser consultada através da plataforma Petição Pública.

Fundada como associação sem fins lucrativos, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos reúne profissionais de várias áreas ligadas à saúde e apoio social, com o objetivo de promover o desenvolvimento dos cuidados paliativos em Portugal.

Foto| Joshua-Hoehne-unsplash

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