Sociedade Portuguesa de Hipertensão assinala dia mundial a 17 de maio com alertas para prevenção, diagnóstico precoce e adesão à terapêutica

Em Portugal, cerca de quatro, em cada dez adultos vivem com hipertensão arterial, o que corresponde a mais de três milhões de pessoas. Apesar da elevada prevalência, muitos doentes continuam sem a doença controlada, alertam especialistas.

A propósito do Dia Mundial da Hipertensão, assinalado a 17 de maio, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) reforça a importância da medição regular da pressão arterial como forma simples e eficaz de deteção precoce de uma das principais doenças cardiovasculares.

O objetivo da data passa por aumentar a literacia em saúde, promover o diagnóstico atempado e reforçar o controlo da hipertensão, frequentemente designada como “assassino silencioso”.

O presidente da SPH sublinha que a hipertensão continua a ser um problema de saúde pública significativo, não só pela elevada prevalência, mas também pelo número de casos não diagnosticados e não controlados, fatores que aumentam o risco de doença cardiovascular, principal causa de morte em Portugal e no mundo.

Os especialistas alertam ainda que o controlo da doença não depende apenas do diagnóstico, mas também da adesão à terapêutica, sendo o esquecimento uma das principais razões apontadas pelos doentes para falhas na medicação.

Entre as recomendações destacam-se a adoção de estilos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, redução do consumo de álcool, evitar o tabaco e cumprimento rigoroso dos tratamentos prescritos.

Ao longo da semana, a SPH e a Servier Portugal promovem uma campanha digital de sensibilização nas redes sociais, dirigida ao público em geral e à comunidade científica, reforçando a importância da prevenção e do controlo da doença.

No âmbito da iniciativa “Missão 70/26”, a SPH e a Servier Portugal pretendem melhorar o controlo da hipertensão em Portugal até 2026, com a meta de alcançar 70% de doentes controlados nos cuidados de saúde primários, através de campanhas, programas educativos e projetos de inovação em saúde.

Foto | Mockup Graphics-unsplash

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