Projeto concebido pela Misericórdia avança em parceria com o município para viabilizar financiamento
O futuro Centro de Alojamento Social 2.0 a implementar no antigo Lar dos Pinheiros, em Évora, resulta de uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia e o município, tendo a instituição explicado que a iniciativa partiu da sua própria intervenção no terreno junto de pessoas em situação de vulnerabilidade.
“O projeto, o Lar dos Pinheiros, é um projeto que foi a Santa Casa que o promoveu e que o concebeu”, afirmou ao jornal a defesa, o provedor Francisco Lopes Figueira, referindo-se à necessidade identificada no âmbito do trabalho já desenvolvido com pessoas em situação de sem-abrigo.
A instituição tem vindo a atuar através de equipas de rua e outras respostas sociais, o que levou à definição de uma solução mais estruturada. “Já estamos a trabalhar nisso e sentimos aquela necessidade de definir aquele projeto”, explicou.
Numa fase posterior, o projeto foi articulado com a Segurança Social e a Câmara Municipal de Évora foi convidada a associar-se à iniciativa. A autarquia disponibilizou o edifício do antigo Lar dos Pinheiros, permitindo avançar com uma candidatura conjunta para a sua reabilitação.
Segundo o provedor, a opção por uma candidatura liderada pela autarquia prendeu-se com razões de natureza prática. “Foi uma razão muito pragmática, porque a Câmara Municipal teria um financiamento a 100% e a Misericórdia só teria a 85%”, referiu, sublinhando que se trata de “um projeto de parceria”.
O futuro Centro de Alojamento de Emergência Social 2.0 terá capacidade para acolher 24 pessoas em regime temporário, incluindo ainda dois apartamentos partilhados, num total de mais 10 lugares, e uma valência de integração na vida ativa.
A resposta destina-se a pessoas em situação de emergência social, sem condições mínimas de subsistência, exigindo apoio imediato, e prevê diferentes fases de acompanhamento, desde o acolhimento até à reintegração. “É dar acolhimento, depois começar a socialização, a ressocialização, e numa fase mais avançada apoiar quem está em risco”, explicou Francisco Lopes Figueira.
O responsável manifestou a intenção de ver o projeto avançar “o mais rapidamente possível”, sublinhando a necessidade da resposta, embora admita que o calendário de execução dependa agora dos procedimentos a cargo do município.
