No âmbito do Mestrado em Enfermagem de Saúde Familiar, está a ser desenvolvido, na USF Éborae, um projeto que pretende compreender o impacto do uso das tecnologias digitais nas famílias com crianças em idade escolar entre os 6 e os 12 anos. O trabalho integra um estudo de caso realizado pelo Enf. António Gomes, durante o estágio em Enfermagem de Saúde Familiar, permitindo analisar de forma aprofundada como o tempo de ecrã e os hábitos digitais influenciam a dinâmica familiar.
As consequências associadas ao uso excessivo de tecnologias incluem perturbações do sono, défice de atenção, irritabilidade, diminuição do rendimento escolar e menor tempo de interação entre pais e filhos. Estes efeitos podem comprometer a comunicação, a autonomia e o equilíbrio emocional das crianças, representando um desafio crescente para as famílias.
As orientações de várias entidades nacionais e internacionais têm reforçado a importância de um uso equilibrado das tecnologias em idade escolar, destacando a necessidade de limites bem definidos e de uma presença parental ativa. Entre as principais recomendações incluem-se o máximo de duas horas diárias de ecrã para crianças dos 6 aos 11 anos, a definição de regras claras de horários e conteúdos, a supervisão contínua e o diálogo. É ainda incentivado que os pais utilizem os dispositivos em conjunto com os filhos, promovam pausas regulares, evitem o uso de ecrãs na hora que antecede o sono e assumam um papel de exemplo na gestão do seu próprio tempo digital.
“Com este trabalho, pretende-se promover a literacia digital parental, reforçar competências educativas e apoiar práticas saudáveis de utilização das tecnologias no seio familiar, contribuindo para relações mais equilibradas e para um desenvolvimento infantil mais harmonioso”, afiança o autor do projeto.


