Organização católica aproveita o maior evento futebolístico do mundo para chamar a atenção para a discriminação e perseguição religiosa que afeta milhões de pessoas.

Enquanto milhões de adeptos acompanham o Mundial de Futebol de 2026, a organização católica Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) alerta para uma realidade menos visível: a situação da liberdade religiosa em vários dos países presentes na competição.

Segundo a AIS, 14 dos 48 países participantes no Mundial registam problemas relacionados com a liberdade de religião ou de crença, seja sob a forma de discriminação significativa ou mesmo de perseguição religiosa.

A organização baseia-se nos dados do seu mais recente Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, que analisou 196 Estados e identificou violações ou restrições deste direito fundamental em 62 países.

Entre as seleções presentes no Mundial, o Irão, a Arábia Saudita e a República Democrática do Congo surgem classificados como países onde existe perseguição religiosa. Outros onze, são apontados como locais onde persistem formas significativas de discriminação que afetam o exercício da liberdade de crença.

A AIS sublinha que o campeonato do mundo reúne pessoas de diferentes culturas, religiões e nacionalidades, constituindo também uma oportunidade para sensibilizar a opinião pública para as dificuldades enfrentadas por milhões de pessoas em várias regiões do planeta.

“Encorajamos os governos de todo o mundo a defender e proteger este direito humano fundamental, garantindo que todas as pessoas possam praticar, mudar ou partilhar livremente a sua fé, sem receio de discriminação ou perseguição”, afirma Marta Petrosillo, responsável pelo Centro de Estudos sobre Liberdade Religiosa da AIS e editora do relatório.

A responsável considera que a visibilidade global do Mundial pode ajudar a recordar que, para muitas comunidades, a liberdade religiosa continua longe de estar garantida, apesar de ser reconhecida internacionalmente como um direito humano fundamental.

Foto | AIS

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