ART-SWINES desenvolve plataforma inovadora para formação em produção de suínos no ensino superior

A Universidade de Évora integra o projeto europeu ART-SWINES, financiado pelo programa ERASMUS+, que reúne parceiros de Espanha, Itália e Polónia com o objetivo de desenvolver uma plataforma virtual inovadora dedicada ao ensino da produção de suínos no ensino superior. A ferramenta vai recorrer a tecnologias de realidade virtual e aumentada, proporcionando uma experiência pedagógica imersiva e interativa.

A plataforma será disponibilizada em quatro línguas, inglês, português, espanhol e italiano, e pode ser utilizada por instituições de ensino superior em toda a Europa, com potencial de expansão a outras regiões. O projeto visa ultrapassar as limitações do ensino prático tradicional, permitindo simular ambientes de exploração suinícola sem as restrições associadas às condições sanitárias e de biossegurança.

Segundo o responsável do projeto na Universidade de Évora, Rui Charneca, a iniciativa responde à crescente dificuldade em garantir o acesso dos estudantes a explorações de referência e a animais em contexto real. “É difícil para as universidades terem os animais e as instalações sempre atualizadas. Além disso, é cada vez mais complexo levar alunos a explorações por questões sanitárias e de biossegurança”, explicou, sublinhando que a nova plataforma permitirá complementar a componente prática.

No âmbito da parceria internacional, a Universidade de Évora lidera o desenvolvimento dos conteúdos técnico-científicos ligados aos sistemas extensivos de produção, inspirados na realidade do porco alentejano, enquanto outras instituições trabalham em modelos de produção intensiva. A componente tecnológica está a cargo de uma empresa especializada em soluções de realidade virtual, que transformará os conteúdos académicos numa experiência digital interativa.

Antes da sua disponibilização final, a plataforma será testada e validada por docentes e estudantes de várias instituições europeias, de forma a recolher contributos e aperfeiçoar a ferramenta. A conclusão do processo está prevista para o final do ano e início do próximo, esperando-se que o sistema esteja operacional em meados de 2026.

Foto | Universidade de Évora

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