Setor português consolida posição internacional e prevê produção de 160 mil toneladas na campanha 2025/2026
O setor do azeite em Portugal reforça a sua competitividade e vocação exportadora, mantendo um excedente comercial positivo no arranque de 2026 e consolidando a posição do país como 6.º maior produtor mundial e 3.º maior exportador europeu.
Com uma fileira avaliada em cerca de 700 milhões de euros, o setor destaca-se pela aposta na inovação, modernização dos sistemas produtivos e incorporação de tecnologia, incluindo inteligência artificial, fatores que têm contribuído para ganhos de eficiência e maior capacidade de resposta aos mercados internacionais.
A produção deverá atingir cerca de 160 mil toneladas na campanha 2025/2026, sendo mais de 90% azeite virgem extra, reforçando a valorização do produto e o posicionamento em segmentos de maior qualidade.
Este enquadramento será debatido no 9.º Congresso Nacional do Azeite, que se realiza a 8 de maio, em Moura, organizado pelo Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL), com o apoio da Câmara Municipal de Moura.
“O setor do azeite em Portugal entrou numa nova escala, estamos mais competitivos, mais tecnológicos e claramente mais internacionais”, afirma Manuel Norte Santo, sublinhando que o congresso pretende discutir as decisões que irão moldar o futuro da fileira.
O Alentejo mantém-se como principal região produtora e motor da transformação do setor, num encontro que reunirá especialistas, produtores e decisores para debater os desafios da competitividade, inovação e internacionalização.
