MEDSoil+ capta 8 milhões do Horizonte Europa e reforça papel nacional na inovação agrícola e sustentabilidade

A Universidade de Évora lidera um dos seis projetos portugueses selecionados para financiamento no competitivo programa “Teaming for Excellence”, integrado no Horizonte Europa. O projeto, designado MEDSoil+ – Excellence in Mediterranean Soil Regeneration, garantiu 8 milhões de euros de financiamento europeu, num investimento global que poderá atingir os 16 milhões.

Co-coordenado pelas investigadoras Fátima Baptista e Teresa Pinto Correia, do Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, o MEDSoil+ pretende criar uma estrutura de excelência dedicada à regeneração dos solos mediterrânicos, alinhada com as políticas europeias e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A iniciativa visa reforçar a capacidade nacional para apoiar gestores do território, o setor agroalimentar e a administração pública na adoção de práticas regenerativas, contribuindo também para a implementação da futura Lei Europeia de Monitorização dos Solos. Entre os objetivos está a criação de uma infraestrutura capaz de produzir dados de qualidade, formar especialistas e apoiar decisões baseadas em evidência científica.

O projeto prevê ainda a modernização de infraestruturas de investigação e a aplicação de tecnologias como agricultura de precisão, deteção remota e sistemas inteligentes de monitorização. Estas ferramentas deverão melhorar indicadores como a saúde dos solos e a retenção de água, promovendo a sustentabilidade a longo prazo.

Do total de financiamento europeu, 6,5 milhões de euros são atribuídos à Universidade de Évora e 1,5 milhões às instituições parceiras. O projeto beneficiará ainda de um financiamento complementar de 8 milhões de euros por parte do Governo português, através do Orçamento do Estado e de fundos regionais, elevando o investimento total para 16 milhões.

O “Teaming for Excellence” é um dos instrumentos mais exigentes do Horizonte Europa, destinado a criar ou modernizar centros de excelência em regiões com elevado potencial científico. A partir de 2027, estes projetos deverão integrar um investimento europeu global de 80 milhões de euros, complementado por financiamento nacional através da Agência para a Investigação e a Inovação e das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

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