Na tarde deste Domingo de Pentecostes, na Catedral de Évora, o Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, preside ao Pontifical da Solenidade de Pentecostes e ministra o sacramento da Iniciação Cristã a 3 jovens adultos e o Sacramento da Confirmação a mais de meia centena jovens da Pastoral Universitária e de várias Paróquias da Vigararia de Évora.

Na introdução da celebração, o Prelado eborense deu as boas vindas a todos que enchem nesta Solenidade de Pentecostes a “Igreja mãe da Arquidiocese”.

À homilia o Arcebispo de Évora começou por saudar todos os presentes, em especial os jovens e adultos que hoje recebem os sacramentos. “Podeis pensar que hoje é a conclusão de uma etapa, com o sacramento da Confirmação. Mas isso não corresponde à realidade”, alertou D. Francisco Senra Coelho.

“Nós não nascemos católicos. Temos que ser iniciados à Fé e assumir na nossa liberdade essa mesma Fé. É isso que hoje estamos aqui a celebrar. Abrimo-nos ao Espírito Santo, para não irmos sós na vida, mas para nos acompanhar e ajudar a escolher bons caminhos na nossa vida”, explicou, afiançando “afinal, tudo começa hoje. Hoje é o começo da minha vida cristã com o paráclito, o meu defensor e guia”.

Recordando as leituras, o Arcebispo de Évora disse que “pelo Paráclito, todos se entendiam na sua própria língua. Não eram necessárias legendas. Assim deve ser a nossa vida com o Espírito Santo, deve precisar de poucas palavras, não precisa de propaganda nem de publicidade. Deve ser simples e cristalina como a água, onde se vê e descobre a profundidade do nosso coração que está assente na justiça, na paz e no amor”.

“A nossa vida com o Paráclito deve ser uma vida sem legendas, deve ser uma vida de testemunho”, apelou.

“O Senhor deve poder servir-se da nossa vida para construir o Seu Reino”, apontou o Prelado, dando como exemplos tantas vidas que tornam presente o Reino de Deus. “O Reino de Deus é humanizador e é humanizante. O Reino de Deus é onde a pessoa humana é o centro das atenções e de todos os desenvolvimentos”, explicou.

O Arcebispo de Évora alertou também para tantas atitudes e ações que promovem a guerra, a injustiça, situações tão dolorosas, “em que percebemos que o ser humano fica abaixo de coisa. Percebemos como é dolorosa a noite do mundo sem Deus, sem amor. O mundo imundo que se gera”.

“Deixa que o Espírito Santo te inspire e te alente para fazermos um mundo novo, um mundo melhor, onde não haja seres humanos descartados como objetos e como coisas”

“Devemos unirmo-nos e promover o respeito profundo um pelo outro. Numa atitude de cooperação, procurando a unidade no serviço a uma Humanidade nova, Humanizada, criada na tolerância e no respeito”, apelou.

“No Evangelho, Jesus diz-nos que habita em nós e que nos envia, não como alguém que vai só, mas que leva o Paráclito. Somos desafiados a cultivar a nossa relação com Deus, vinculando a nossa vida com o Paráclito. Isto não passa de uma ideologia, se eu viver na coerência com a Palavra de Deus. Escutá-la, celebrá-la, comprometer-me com ela. Ser sorriso de Deus para os outros. Tenho que alicerçar o meu compromisso na relação com Deus, levando o espírito de Deus no meu coração.

“Testemunhar. Por os meus dons ao serviço de Deus e do seu Reino. E levar o Paráclito em mim, alimentar a sua presença em mim, através da Palavra de Deus que escuto, que celebro na comunidade e que levo aos meus Irmãos com o testemunho da minha vida”, sintetizou o Prelado eborense as três ideias fortes da liturgia desta Solenidade de Pentecostes.

Após a homilia, o Prelado eborense ministro o Sacramento do Baptismo a três jovens adultas. Seguiu-se a ministração do Sacramento da Confirmação.

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